Kerley Carvalhedo

A caixa

A caixa

Aconteceu na Argentina. Era uma tarde de sábado, eu estava conversando com um amigo num café quando duas senhoritas sentadas à mesa ao lado falavam sobre a caixa. Como qualquer bom ouvinte de história, eu parei a minha conversa para ouvir exatamente do que se tratava. O assunto continuou: — Berenice, eu não consigo me lembrar com quem a mamãe deixou a caixa.

Uma volta ao passado

Uma volta ao passado

Volto ao tempo em que a meninada não tinha acesso aos meios cibernéticos, então facilmente se podia ver uma criança brincar na rua à luz do dia e à noite; reunir-se para contar estórias; fazer fogueira; inventar lendas de criaturas do além. Inventar, criar, imaginar é um ato tão indispensável e importante do intento humano, que nunca deveria ser abandonado quando a gente se tornasse adulto.

Após a Tempestade

Após a Tempestade

Do alto da copa da amendoeira, entre os seus robustos galhos, eu ficava a observar ao redor tudo que se passara, por vezes me sentia-me um marinheiro, comparava o balançar da árvore como as revoltas ondas do mar, contudo, de algum modo, a árvore era uma espécie de farol para mim, de cima conseguia notar quando se aproximava alguma tempestade.

A fuga de um chamado

A fuga de um chamado

Nasci em uma família tradicional cristã. Eu devia ter uns 15 anos quando minha mãe resolveu me mandar para uma espécie de seminário evangélico, uma instituição educacional dedicada à formação na preparação cultural, teológica e espiritual de futuros

<strong>A vida é isso?</strong>

A vida é isso?

Ele cresceu ouvindo dizer que “tempo é dinheiro”. Que para vencer era preciso ceder às exigências da vida contemporânea: é preciso ser magro, atlético, competitivo, rico, competente, correr atrás do sucesso, da fama e se destacar. E