Kerley Carvalhedo

Piruá

Piruá

Martha Medeiros já deve ter falado sobre o assunto, já digo do quê. Eu fui ao cinema com um amigo e, ainda na fila, com um balde de pipoca, não perdemos a oportunidade de ter um breve papo sobre pessoas inexpressivas; gente que não consegue mudar com nada, que não permite a flexibilidade.

Martha Medeiros nas mãos certas

Martha Medeiros nas mãos certas

Eu estava no centro de Belém do Pará despachando uns livros pelo correio quando me deu uma súbita vontade de sair dali e ir de encontro àquilo que me rouba o tempo: vasculhar os títulos na livraria. Sou daqueles que passam horas escolhendo livros, que vão parar nas minhas estantes já abarrotadas. Tenho compulsão por livros; compro livros que às vezes nem leio

Não tem erro

Não tem erro

Faltavam algumas horas para eu embarcar num voo que ia de Curitiba a Belém do Pará. Deixei o hotel para aproveitar o tempo livre. Logo à frente do hotel, perguntei a um senhor onde ficava a livraria mais próxima. Ele respondeu: “É só seguir reto e vire à primeira esquina, depois à direita; não tem erro!”

A arte de procrastinar

A arte de procrastinar

Procrastinar é deixar para depois, em outras palavras é arte da enrolação. Procrastinar é um vício perigoso. Entrego o texto para o jornal às 16h. Às 15h05 abro a caixa de e-mail, depois no Facebook comento a foto de um ano de casamento do meu amigo. Bem sabe quem é estudante, no último minuto do segundo tempo.

Sou gorda mesmo, e daí?

Sou gorda mesmo, e daí?

Ela estava beirando os 50 anos de idade. Durante a vida inteira foi obesa. Seu maior sonho era um dia se parecer com aquelas modelos de passarela, que mais parecem uma boneca do vudu. Oprimida. Nada contra as modelos, mas, sim, contra o padrão ditado pelo mundo da moda.