Semana passada, alguém me disse que adorava ler fora de casa, no banquinho da praça. Outro me contou que preferia ir ao shopping sozinho, bater pernas, ir ao cinema. E mais um que o boteco da esquina era melhor que qualquer sala de terapia.


Semana passada, alguém me disse que adorava ler fora de casa, no banquinho da praça. Outro me contou que preferia ir ao shopping sozinho, bater pernas, ir ao cinema. E mais um que o boteco da esquina era melhor que qualquer sala de terapia.

Está cada vez mais difícil desconstruir o velho e construir o novo. Tudo virou ofensas. Ninguém pode ter mais opinião formada. Quando se diz do partido A, logo é nazista; se declarar do partido B, logo é Marxista. Até as piadas sofreram severas censuras.

É bom de vez em quando dar aquela sumidinha básica para variar. Esses dias, eu estava lendo uma crônica da escritora Martha Medeiros, na qual ela falava sobre o direito ao sumiço. Lembrei que me perguntaram dias atrás por que eu andava tão sumido.

Parabéns aos inerrantes que estão em total perfeição. Parabéns aos infalíveis, aos insistentes, donos da verdade.
Parabéns aos que não se apegam a nada.

No mês passado, recebi um telefonema de uma amiga me chamado para sair. No horário marcado, fui buscá-la em sua casa e adivinhe: ela ainda estava descabelada, enrolada a uma toalha, sequer tinha levantado do sofá.

Não costumo ir a lugares que considero hostis. Também não é novidade dizer que às vezes também me sinto anacrônico e antiquado em relação à geração a qual eu faço parte. Falo isso porque, em 2014, alguns dos meus amigos insistiram para que eu fosse a um show que acontece todos os anos na cidade ao lado de onde moro.

Fui ao Teatro FAAP, em São Paulo, ver a peça Vanya e Sonia e Masha e Spike com Marília Gabriela e elenco. O texto é de Christopher Durang, que possui referências aos personagens do russo Tchekhov, escritor.

O dia mundial do livro foi instituído pela UNESCO em 1995 e é comemorado no dia 23 de abril. O dia foi criado para promover o incentivo à leitura. Dizem que a data foi escolhida porque nesse mesmo dia, em 1616, morreram três grandes escritores. Um deles foi o próprio William Shakespeare.

Tenho um amigo que não aguentava mais ficar solteiro, queria se casar a qualquer custo. Dava para ver a aflição no rosto dele, disse que achava que ninguém se interessaria por ele; talvez seu tempo de se casar houvesse passado, e isso o afligia drasticamente.

Quem nunca ouviu a máxima “Mulher é tudo igual”? Pois bem, acontece que a vida me ensinou que não é bem assim. Cresci em um ambiente cercado por mulheres, uma mais complicada que outra. Há quem olhe para uma mulher e diga: