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	<title>Arquivo de 2013 - Kerley Carvalhedo</title>
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	<description>Site oficial do escritor Kerley Carvalhedo</description>
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	<title>Arquivo de 2013 - Kerley Carvalhedo</title>
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		<title>Vai uma faxina aí?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2013 19:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem já me visitou sabe que estou sempre mudando as coisas de lugar, literalmente. Não suporto ver a vida sem movimento. Em casa, onde é meu local de trabalho, mudo tudo: quadros das paredes, objetos decorativos, abajures até os livros de uma prateleira para outra.</p>
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<p>Quem já me visitou sabe que estou sempre mudando as coisas de lugar, literalmente. Não suporto ver a vida sem movimento. Em casa, onde é meu local de trabalho, mudo tudo: quadros das paredes, objetos decorativos, abajures até os livros de uma prateleira para outra. Os porta-retratos estão com novas fotos, prefiro assim. Nada de para sempre. Cada dia crio, transformo, mudo algo. Quem não abre mão de coisas inúteis, não sabe o prazer que é juntar a montoeira de velharias e jogá-las no lixo ou doá-las.</p>



<p>Outro dia resolvi mandar para o lixo algumas tranqueiras que andavam ocupando espaço no meu escritório. Saí catando cartas, recibos, cartões telefônicos, contas de luz e mais um bocado de achados, quase da pré-história. Juntei e levei direto para o descarte. Fiz uma pilha de livros que nunca li por falta de tempo. Doei. Outra voltinha e arranquei do guarda-roupa peças que parecia ter usado em outra encarnação. Depois de toda essa tralha posta fora, ou colocadas em lugares diferentes, senti os pensamentos se organizarem também. Não tenho TOC, mas isso já é um sinal de alerta.</p>



<p>Quando a mudança é externa, é difícil desapegar-se dos acúmulos que fazemos em nossa trajetória de vida, basta um arrastãozinho daqui, outro dali para começar a ouvir o afeto dizer “não”. Lançar mão das coisas que custou esforço para tê-las não é tarefa tão simples, porém é preciso exercitar essa capacidade para colocá-la em prática. Somos acostumados com a permanência, qualquer mudança vira um sofrimento em grande escala. Mudar é indispensável. Mudar de pensamento, de amor quando não estiver sendo recíproco. É necessário alternar algumas amizades. Deixar ir quem só ocupa espaço e tempo, esses trapos a gente os substitui ou joga fora de vez. É preciso mudar de direção, de time, de caminho. Para encontrar o destino verdadeiro, é obrigatório arriscar, aceitar a perda. Não ter medo da mudança é fazer da vida um espetáculo. A vida acontecer das mais variadas formas quando aceitamos mudança. Mudar é avanço. É preciso ter coragem e determinação para jogar, trocar tudo que não serve mais. A vida só não muda para aqueles que pararam de viver.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Nostalgia do Natal</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2013/12/16/nostalgia-do-natal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2013 00:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De uns anos pra cá, não sei se só sou eu que percebi, mas não vejo mais aquela sintonia natalina que tínhamos antes, eu sei que tudo mudou, não podemos comparar os tempos.</p>
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<p>De uns anos pra cá, não sei se só sou eu que percebi, mas não vejo mais aquela sintonia natalina que tínhamos antes, eu sei que tudo mudou, não podemos comparar os tempos. Quando falo do espírito natalino, estou querendo dizer que as pessoas deixaram um pouco de lado aquela importância de unir a família durante o Natal.</p>



<p>O Natal era uma ótima oportunidade para reunir a família que morava longe. Nessa data, podíamos rever todos os parentes que não via durante o resto do ano. Era uma alegria poder reencontrar todo mundo. Um ano parecia uma eternidade, dava para fazer uns planos e cumpri-los até o final dele. A impressão que eu tenho hoje é que o ano mal começa e já estamos no final. Nem dá pra esquecer o que a gente comeu na ceia passada. Tudo é muito rápido. Natal era uma data especial a ponto de ser planejados meses antes. Hoje se planeja como um encontro casual, uma semana antes, se der.</p>



<p>Fazia parte também trocar cartões musicais natalinos, era tradição − sou da época que se escreviam manualmente – hoje o mundo é digital. Enfeitar a árvore de Natal em família era a melhor parte.</p>



<p>Ah, antes as crianças choravam quando ganhavam uma boneca que falava e os meninos abriam um sorriso quando ganhava um carrinho de controle remoto ou um Power Rangers − estou falando de uma época antes da tecnologia. Hoje já não faz sentido dar um presente desses. É uma ofensa. Um smartphone já um bom começo – isso até não aparecer uma tecnologia nova –, um modelo mais avançado.</p>



<p>Em resumo; o verdadeiro Natal hoje tem apenas um significado: consumo exacerbado. Para quem ainda não se acostumou com essas coisas como eu, resta apenas ser saudosista.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-pale-cyan-blue-color">Imagem/Nubia Navarro</mark></em></p>
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		<title>Há um propósito</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2013/12/15/ha-um-proposito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2013 21:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma temporada, pelo menos uma vez ao ano, que milhares de borboletas atravessam a cidade inteira. Outro dia, abri a janela do meu escritório e me deparei com uma daquelas cenas hollywoodianas: </p>
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<p>Há uma temporada, pelo menos uma vez ao ano, que milhares de borboletas atravessam a cidade inteira. Outro dia, abri a janela do meu escritório e me deparei com uma daquelas cenas hollywoodianas: as borboletas voavam lentamente em uma só direção. Parei para observar aquele momento raro, em puro êxtase.</p>



<p>Enquanto observava a sincronia do voo, vi uma bela borboleta caindo em forma de espiral, antes que chegasse ao chão, consegui segurá-la em minhas mãos. Fiquei segurando-a ali por um tempo necessário, até ela voltar ao seu voo. Num primeiro instante achei que a viajante estivesse morta, afinal, algumas espécies de borboletas vivem apenas 24 horas. Enquanto ela repousava tentando alçar voo novamente, fiquei a imaginar a que distância ela migrou, e o porquê de vir tão longe? A explicação veio por si só: a natureza é sábia, não deixa escolhas, e sim destino traçado, é espetacular o seu modo de nos ensinar.</p>



<p>O que vale 24 horas? Bom, 24 horas é a duração de um dia, contudo, nesse pouco tempo elas fazem muito; voam a lugares longínquos, alimenta-se, e cumprem sua sina. O que fazer com 24 horas? Eu não sei exatamente, elas sabem.</p>



<p>Quem sabe, em algumas horas se reproduzem deixando a nova geração que irá continuar o voo de borboletas amarelas colorindo o céu.</p>



<p>A borboleta que pousou em minhas mãos, depois de um momento ocioso, não desistiu da sua jornada de chegar a algum lugar; uma árvore, um bosque, uma floresta, ou uma simples flor por aí, espantosamente, bateu as asas e voou junto às outras.</p>



<p>Esse breve ciclo para as borboletas é fácil, sua missão em 24 horas pode está completa, o difícil mesmo é fazermos o mesmo em mais tempo. Passamos anos para encontrar nosso caminho, ainda assim, temos a sensação de não cumprir nosso verdadeiro propósito.&nbsp;Qualquer sonho, por mais insignificante que seja, cumprem sua função de fósforo, valem enquanto estão acesos, iluminando um mundo que, sem eles, seria mais triste e escuro.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#2b4a5d" class="has-inline-color"><em>Imagem/Pexels</em></mark></p>
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		<title>A crise dos 30</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2013/03/27/a-crise-dos-30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 01:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma amiga estará completando 30 anos de idade no próximo mês. Ela fica desvairada quando assunto é idade. Fez promessas e votos para se casar antes de chegar aos trinta. Mas, casamento que é bom, nada! </p>
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<p>Uma amiga estará completando 30 anos de idade no próximo mês. Ela fica desvairada quando assunto é idade. Fez promessas e votos para se casar antes de chegar aos trinta. Mas, casamento que é bom, nada! A ranzinza deveria já ter ficado feliz em chegar à casa dos trinta sendo titia, que não é tão ruim assim, convenhamos. Afinal, melhor sobrar para titia do que não sobrar para nada e ninguém. Há inúmeras razões para ser feliz aos trinta; não obstante, chegar aos trinta sem se casar não é uma delas para minha amiga.</p>



<p>Saber aceitar a idade com tranquilidade é uma questão de bom senso e equilíbrio, mas antes que perca o espírito da coisa, cá entre nós, trinta anos não é um número tão assustador assim. O que fazer quando chegam os trinta? Talvez esse número desespere alguns e tranquilize outros. Dizem que chegar aos trinta é melhor que os vinte e poucos. Estou quase lá.</p>



<p>Aos trinta, dá para fazer melhor as escolhas, o sexo fica mais quente, a gente apazigua os demônios da adolescência. Aos trinta, a gente fica mais sensato e ponderado. Dizem, e espero que seja verdade. Aos trinta, quero mais aventura e rir mais do que hoje. Aos trinta, quero ter viajado mais. Aos trinta, quero aprender a me virar sozinho. Quero que todas minhas namoradas fiquem na memória, sem rancor. Quero que novas músicas me surjam, que elas me inspirem e me façam lembrar a infância, a criança que fui. Aos trinta, quero beber mais vinho e cruzar o Atlântico diversas vezes.</p>



<p>Quando chegar aos trinta, quero pensar menos sobre o que vou fazer aos quarenta. Quero ter uma casa cheia de livros, que eu tenha publicado mais alguns também. Quero conhecer alguém que vá me desnudar com os olhos; literalmente está valendo também.</p>



<p>Aos trinta, quero conhecer Istambul, Bruxelas, Londres, Los Angeles e Índia. Aos trinta, vou pular de asa-delta, explorar as Cordilheiras. Aprender as notas dos clássicos de Beethoven, ter um gosto mais afinado. Praticar slackline, ter o meu próprio negócio e não quebrar. Aos trinta, quero ter lido a obra completa de Balzac. Vou contar uma coisa: Foi maravilhoso quando fiz quinze anos e também quando fiz dezessete, mas gostei muito mesmo quando fiz dezoito. Minto. Foi fascinante quando fiz vinte e cinco anos. Esquece. Bom mesmo vai ser quando chegar aos trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, todos os “entas” que a vida me permitir.</p>



<p></p>



<p></p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#224c67" class="has-inline-color"><em>Foto de PrathSnap</em></mark></p>
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		<title>As tias da minha vida</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2013/03/15/as-tias-da-minha-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 23:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo mundo tem uma tia legal. Não tem? Pois é, eu tive a sorte de ter sido o primogênito dos sobrinhos e netos, por isso fui muito corujado por minhas tias; afinal eu era o primeiro sobrinho. Era. Porque hoje dá para montar um exército de sobrinhos e netos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todo mundo tem uma tia legal. Não tem? Pois é, eu tive a sorte de ter sido o primogênito dos sobrinhos e netos, por isso fui muito corujado por minhas tias; afinal eu era o primeiro sobrinho. Era. Porque hoje dá para montar um exército de sobrinhos e netos.</p>



<p>Tenho tia para todos os gostos. Sabe aquela tia que quando te vê quer te abraçar, beijar e te fazer de boneco? Tenho tias que não se limitam a fazer isso nem em público. Tem aquela tia que adora me presentear, e os mimos são os mesmos: livros. Uma tia fez uma viagem para fora do País; na volta, trouxe um livro de autoajuda, até hoje não li. Tem aquela tia entrevistadora que até parece que trabalha no TV Fama ou no Roda Viva. Pergunta o que eu ando fazendo, planejando, que estou tão sumido, se estou namorando, quer saber até o que comi nos últimos 30 dias, quer saber tudo. Ufa! Essa eu tenho que entregar o relatório completo. Até brinco perguntando se ela não quer o meu RG, CPF e o extrato do banco. Ela parece se importar comigo. Ainda tem aquela tia que é a melodramática, essa puxou à minha mãe, faz drama por tudo. “Você se esqueceu de mim, sobrinho? Não recebo mais suas ligações, suas mensagens. O que foi que eu te fiz?” “Calma, tia, você não fez nada. Só me esqueci de agendar seu contato novo”. Aí começa tudo de novo, blá-blá-blá.</p>



<p>Falando nisso, eu não poderia esquecer daquela tia que descobriu a tecnologia e agora não sai das redes sociais. Meu Deus! Como eu poderia me esquecer dessa tia? Ela deve estar agora bisbilhotando os perfis de outras pessoas, inclusive o meu. Adoro você, tia. Beijos se estiver lendo isso.</p>



<p>O pior de tudo é você ter que aturar uma tia religiosa e fanática. Um dia desses, ela veio de longe me perguntando quando eu ia visitar a sua igreja. Nunca fui. Ah, faltou a tia sorriso, ela ri de tudo, a conheço há quilômetros; sua gargalhada extravagante e seu jeito extrovertido fazem qualquer indivíduo se apaixonar, ela não passa despercebida nem pousando de fina.</p>



<p>Tia chatonilda, essa é pior do que a Dilma quando lia seus discursos. Ela reclama de tudo e de todos. Se um dia for visitá-la, me peça a lista do que pode e o que não pode fazer na casa dela. Até tomar chá com biscoito ouvindo Bossa Nova você é obrigado. Vou encerrar esta crônica, porque senão eu estou ferrado. Mas antes preciso deixar registrado que eu amo todas. Cada uma tem sua particularidade, seu jeito de ser, suas características. Outro dia, falo sobre a tia que adora futebol em vez de novelas.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#205776" class="has-inline-color"><em>Imagem/Internet</em></mark></p>
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		<title>O dia em que virei escritor </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jan 2013 22:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe um só sucesso: ser capaz de viver a sua vida do seu próprio jeito. Esta foi a frase dita por Christopher Moríey. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Existe um só sucesso: ser capaz de viver a sua vida do seu próprio jeito”. Esta foi a frase dita por&nbsp;<strong>Christopher Moríey.&nbsp;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Arte não dá dinheiro!”, “Escrever não é um trabalho!”, “Você tem que conseguir um emprego estável”, foi tudo que ouvi antes de seguir meu caminho como escritor. &nbsp;Quando eu ainda era adolescente minha mãe queria que eu fosse advogado, depois queria que eu fosse enfermeiro, e ao longo do ensino médio, ela foi me oferecendo outras opções que me identificasse e rendesse algum dinheiro futuramente.&nbsp;Mas quem me conhece sabe que eu não sou de seguir o protocolo.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A aventura está só começando…</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro que próximo de terminar o colegial, meus colegas sabiam o curso que queriam fazer. Eu não. Alguns também estavam meio perdidos assim como eu, mas optaram por escolher um curso que estava na modinha. Não cedi à pressão da patrulha, fazendo o que eles queriam que eu fizesse e não o que eu queria fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">O que eu queria eu não sabia, mas o que eu não queria, definitivamente, eu sabia. Mesmo com medo, segui adiante. Mesmo com anseios de tudo dar errado, eu ouvi a minha própria voz. Decidi superar todos os meus medos e as minhas vergonhas. Decidi lutar pelos meus sonhos e objetivos. Em troca disso, o universo conspirou ao meu favor. Decidi não viver engaiolado, não tendo sempre que seguir padrões, não me encaixando em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Decidi percorrer meu próprio caminho, e, é claro que durante esse trajeto tive muitos obstáculos e desafios, mas segui. Aprendi a importância de não trilhar a mesma rota de todos, e viver padrões estabelecidos pela grande maioria. Aprendi, com o tempo, que é importante se sobressair num mundo onde todos parecem iguais.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre escrevi, desde criança. Escrever tornou-se uma necessidade, uma profissão, uma terapia.&nbsp;Pela minha saúde mental e pela minha felicidade resolvi buscar o que faz o meu coração ferver. Sei que abandonar um curso é a maior estupidez para muitos; é sonho de muita gente, mas não era meu sonho. &nbsp;Jamais devemos ir por caminhos contrários ao nosso coração, pois, quando fazemos isso, deixamos de ser nós mesmos para sermos produtos das vontades alheias.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"></p>


<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#165277" class="has-inline-color"><em>Imagem/internet</em></mark></p>
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