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	<title>Arquivo de 2014 - Kerley Carvalhedo</title>
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	<description>Site oficial do escritor Kerley Carvalhedo</description>
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	<title>Arquivo de 2014 - Kerley Carvalhedo</title>
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		<title>Bilhete maldito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 22:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontrei um bilhete no meu portão, igual aos que o correio entrega, mas não era enviada do correio − foi escrito a punho. O bilhete portava uma mensagem que dizia: “Muito obrigado, amigo, pela força que me destes quando eu mais precisei”.</p>
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<p>Encontrei um bilhete no meu portão, igual aos que o correio entrega, mas não era enviada do correio − foi escrito a punho. O bilhete portava uma mensagem que dizia: “Muito obrigado, amigo, pela força que me destes quando eu mais precisei”. Não havia nome, data, nem mesmo a escrita parecia com a de alguém que conheço. Eu estava aqui lembrando algo parecido que aconteceu há alguns anos. Depois do café da manhã, fui até o portão para verificar a caixa do correio. Não havia nada. Apenas um bilhete com uma frase sem sentido e sem nome. Não era de agradecimento, era frase de alguém desequilibrado emocionalmente. No dia seguinte, no mesmo horário, fui novamente ao portão fazer o que faço rotineiramente e lá estava mais um bilhete com uma frase totalmente desconexa da anterior. Não me preocupei, tenho amigos idiotas que eram capazes de fazer isso ou coisa pior para me assustar. Terceiro dia, o maldito bilhete estava lá como se alguém quisesse me enlouquecer – se a finalidade fosse essa, já estava conseguindo, tudo me afeta facilmente. No quarto dia, gelei quando de longe vi o bilhete caído no chão, imediatamente peguei o telefone e comecei a ligar para os meus amigos zueiros:</p>



<p>— Matheus, eu já sei que foi você, pode parar com isso!</p>



<p>— Do que você está falando?</p>



<p>— Guilherme, não adianta negar, eu já sei que é você que está fazendo isso.</p>



<p>— Isso o quê, Kerley? — Tchau, Gui. Já sei quem foi.</p>



<p>— Oi, João, não estou gostando da brincadeira imbecil. Eu sei que é você que está colocando esses bilhetes infernais para me atormentar.</p>



<p>— Você está bem, Kerley, ou tá ficando louco?</p>



<p>Acho que eu estava paranoico mesmo. Fiz uma breve investigação para descobrir o autor daquela brincadeira de mau gosto. Chamei alguns amigos e contei o que estava acontecendo, mostrei todos os bilhetes na tentativa de juntar e formar um texto, nenhuma das frases tinha nexo uma com a outra ou formava uma lógica.</p>



<p>Resumo da história: Foram 21 dias de pura adrenalina ao encontrar aqueles bilhetes detestáveis. Não sei quem foi o idealizador da brincadeira. O mais assustador foi encontrar o último bilhete: não continha nenhuma mensagem, estava vazio, em branco. Fiquei ansioso e aflito em querer saber o que viria na manhã seguinte. E para minha surpresa, não veio nada. Quem mandou as correspondências? Acredite, até hoje não descobri.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#385b71" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Para sempre, Ney</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2014/10/16/para-sempre-ney/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 20:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguir um caminho ao contrário do mundo é transgredir. Foi isto que Ney Matogrosso fez: transgrediu. Em tempos temidos, veio contrariando toda a elite militar. É considerado por muitos uma subversão, mas, pensando bem, foi mesmo um sujeito com muita postura que soube se sobressair nas décadas de 70 e 80, durante o regime militar</p>
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<p>Seguir um caminho ao contrário do mundo é transgredir. Foi isto que Ney Matogrosso fez: transgrediu. Em tempos temidos, veio contrariando toda a elite militar. É considerado por muitos uma subversão, mas, pensando bem, foi mesmo um sujeito com muita postura que soube se sobressair nas décadas de 70 e 80, durante o regime militar. Poderia começar falando do seu estilo próprio de se vestir − foi um mestre em seus figurinos, apaixonado por luzes. Muitos o consideraram careta. Prefiro considerar uma maravilha. Ney Matogrosso não tem tabus para falar na mídia sobre assuntos ainda considerados invioláveis.</p>



<p>Inspirado em Carmem Miranda, o artista se reinventou de todas as formas com performance original, dono de uma voz inconfundível. Isso ainda é pouco diante do que Ney Matogrosso é. Um artista muito diferente − ousado e inventário. Que provoca incômodo em muita gente que não conhece a boa música. Ney atravessou gerações com suas músicas exóticas, românticas, tristes, alegres e malucas, que certamente são um convite para dançar.</p>



<p>Está na cara que Ney sempre foi um homem muito racional, sabendo definir bem o que queria. Fora dos palcos, é tímido, distraído, lunático −, mas também conhecido pelo seu lado irreverente − violador de regras − deturpador. Ney − o macho e fêmea. Ney – o demo. Ney era invalidado por ser originalíssimo, porém conquistou uma legião de fãs, não só pelas suas músicas, mas pelo seu estereótipo pra lá de artístico. Em entrevista, disse: “Eu acho careta mesmo é uma Lady Gaga copiar uma Madona. Pode até canta melhor, contudo não deixa de ser uma cópia”. Ney é um exemplo de reinvenção. No final, é isto que importa: se sobressair num mundo onde todos parecem iguais − de modo alienado. Precisamos ser cada vez mais originais sem precisar copiar tanto o outro.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#225d80" class="has-inline-color">Imagem/Internet </mark></em></p>
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		<title>Minha primeira tatuagem</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2014/09/16/minha-primeira-tatuagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 22:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fiz minha primeira tatuagem aos dezoito anos de idade. O problema não era fazer tatuagem: onde fazer que era minha preocupação. Sabia que era definitivo desenhar no meu corpo, então tinha que tatuar de acordo com minha personalidade para não me arrepender depois. No dia marcado pra fazer a minha tatoo, já dentro do estúdio, desisti.</p>
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<p>Fiz minha primeira tatuagem aos dezoito anos de idade. O problema não era fazer tatuagem: onde fazer que era minha preocupação. Sabia que era definitivo desenhar no meu corpo, então tinha que tatuar de acordo com minha personalidade para não me arrepender depois. No dia marcado pra fazer a minha tatoo, já dentro do estúdio, desisti. Customizei vários desenhos e não fiz nenhum. Voltei no dia seguinte mais tranquilo e fiz algo que tivesse significado forte para mim. Há alguns anos, a tatuagem era considerada marca registrada de um marginal, bandido, marca da besta. Era sinônimo de gente que não presta. Qual foi a importância de eu ter tatuado algo em meu corpo? Nenhuma para as outras pessoas; a mim teve. Quando as pessoas me perguntam se dói, respondo: “Mas é claro que dói”. Porém, dói menos que tatuar e nutrir uma mágoa no coração, menos que carregar uma vontade de querer e não poder. Dói menos que um amor traído, menos que o desejo proibido dos amantes. Dói menos, muito menos que qualquer sentimento dilacerador no peito.</p>



<p>Dói, mas logo passa. O que dói mesmo é o arrependimento de não ter feito. Se eu faria outra? Cá entre nós, depois da primeira, fiz mais cinco, foi menos emotiva comparada àquela. Tatuagem será sempre uma marca pessoal, uma maneira de dar significados aos nossos sentimentos, é um jeito de deixá-las numa forma física. Seja lá o que for fazer, faça com muito cuidado para não se arrepender depois. De uns tempos pra cá, tudo está meio pejorativo; uma coisa significa outra, uma resposta autêntica é sinal de agressão; uma vontade é mal interpretada, uma tatuagem é marginalizada. A maioria das pessoas espera o tempo certo para tomar alguma atitude na vida. Se não for por vontade própria, é melhor não fazer. Construa sua própria identidade, fuja do modismo; não se obrigue a fazer coisas que não estão em seus planos, não se renda à patrulha momentânea. Faça a coisa certa, só não tatue em seu coração mágoas, tristezas, ódio, angústia, amargura, desprezo, ressentimentos, medo, orgulho, culpa, vergonha, complexo de inferioridade e o que mais aniquila o ser humano: o preconceito.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#1f4760" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Domingo x Segunda</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2014/07/16/domingo-x-segunda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2014 21:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uns têm preferência, outros, tanto faz, entretanto, eu ainda prefiro a segunda-feira ao domingo. Nela, faço as mesmas coisas que pessoas fazem no final de semana. Aproveito a segunda para ir ao shopping, cinema, lojas, conveniências e pubs. </p>
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<p>Uns têm preferência, outros, tanto faz, entretanto, eu ainda prefiro a segunda-feira ao domingo. Nela, faço as mesmas coisas que pessoas fazem no final de semana. Aproveito a segunda para ir ao shopping, cinema, lojas, conveniências e pubs. Uso o tempo livre para fuçar cada cantinho que conheço. A segunda-feira é uma espécie de terapia sem o terapeuta.</p>



<p>Já comemorei meu aniversário numa segunda, a festa foi memorável, o único infortúnio, foi ter que acabar a comemoração um pouco mais cedo, pois a maioria dos convidados iria trabalhar na terça. A segunda tem meu afeto, é um dia de produção e rendimento intenso. Apesar de detestada por muitos, é ela que faz as coisas engrenarem, ao contrário da sexta-feira, que é ociosa, procrastinadora e desejada por todos.</p>



<p>Na sexta, fico em alerta, sábado a ansiedade me pega, domingo fico parcialmente melancólico e na segunda-feira ressurjo mais vivo que nunca, bem-disposto. Não tenho repulsa pelo domingo, só não tenho a mesma simpatia que tenho pela segunda. O problema não é o domingo, talvez seja minha expectativa exagerada, que, aliás, nunca é excedida. Defino os domingos como: tediosos e cansativos. Não preciso nem dizer que sofro de monotonia, né?</p>



<p>Outro dia, acampamos em plena segunda-feira, na praia, éramos um grupo de amigos. Quem passou pelo acampamento, deve ter pensado: “São bandos de vagabundos desocupados”. Só não sabia que estávamos em férias. Enquanto eu curtia a imensa praia paradisíaca, outros reclamavam do descampado litoral arenoso e, claro, dos pernilongos.</p>



<p>Essa coisa de predileção por dias é só um detalhe diante da grandeza da vida. Entre idas e vindas dos dias infindos, o que importa mesmo é ser feliz, seja qual for o dia, aproveite o que te deixa de alto-astral e de bem consigo mesmo. Se possível, aprenda a desfrutar todos os dias como se fossem os melhores da sua existência. Se entregue às aventuras da vida e não tenha pudor de vivenciar o máximo de si. Só não deixe lacunas em seus dias, pois esses vazios são perfeitas armadilhas para uma vida estagnada e infeliz.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#285b78" class="has-inline-color"><em>Imagem/Pexels</em></mark></p>
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		<title>Viver não dói</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2014/02/16/viver-nao-doi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2014 16:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quanta ironia soa no título acima. A frase “Viver não dói” é do jornalista e poeta brasileiro Emílio Moura (1901-1971). É claro que viver dói, mas dói menos que a segunda opção. Porque a segunda opção é a condenação ao ócio, é a inércia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quanta ironia soa no título acima. A frase “Viver não dói” é do jornalista e poeta brasileiro Emílio Moura (1901-1971). É claro que viver dói, mas dói menos que a segunda opção. Porque a segunda opção é a condenação ao ócio, é a inércia.</p>



<p>Sei que é difícil entender isso quando se tem pouca idade, mas à medida que o tempo passa, a gente aprende que se não for para se divertir e aprender com os próprios erros, a vida fica pesada demais. Aprendemos que, para não se sufocar, vale fugir da rotina condicionada, da mesmice, que perpetua fazendo-nos alienados, abandonando o que há de melhor: a liberdade.</p>



<p>A leveza é uma conquista da maturidade. Infelizmente somos condenados a viver a eterna contradição: quando temos um corpo legal nos falta juízo, agora que temos juízo nos falta o tal corpo. Viver bem, não é viver sem dor, mas compartilhar experiências dos momentos singulares que a vida no proporcionou. Demorei para aprender a parar de arrumar desculpas quando a vida me golpeava.</p>



<p>É bem verdade que ninguém está pronto para a primeira queda, primeira decepção, primeiro rompimento, a primeira rasteira. Mas fica naquele amargor, pra quê? Ficar se perguntando: “O que há de errado comigo”? Choramingando pelos cantos? Ninguém mais precisa ser condenado à espada. Não perca tempo lamentando o leite derramado. Até pode ser que haja muitas coisas erradas com você. Mas, afinal, somos completamente humanos, e todo mundo tem suas crises e defeitos. Viver de vitimismo está fora de cogitação. Mas vou te dar alguns conselhos; anota esses: Ficar se culpando não vai servir para nada. O mundo não gira em torno de você. O tempo não para.</p>



<p>Então bola pra frente.</p>



<p>Hoje em dia, não temos mais desculpas para não curtir o que a vida tem a oferecer. Só alcançamos a leveza e a paz de espírito quando lançamos mão dos padrões impostos. Quando nos permitimos viver grandes aventuras inesperadas, quando decidimos estar no hoje, conseguindo fazer desse exato momento o seu instante. É colecionar histórias, extrair o melhor das pessoas e espalhar a sementinha do vir a ser.</p>



<p>Não se desespere se ainda não conseguiu, tente um pouco mais, tente mais amanhã. Depois tente outra vez. Só não desista e lembre-se: Passar pela vida sem nenhum estresse é impossível, mas para um nível mínimo de estresse é preciso deixar de dramatizar, deixar de se sentir perseguido pelo mundo, assumir suas responsabilidades como cidadão, valorizar as horas livres e entender que estamos aqui de passagem − nada é tão importante que não possa ser negociado. Às vezes, é preciso viver com consciência, baixar a guarda e deixar que a vida nos conduza.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#457d9f" class="has-inline-color"><em>Imagem/Pexels</em></mark></p>
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