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	<title>Arquivo de 2017 - Kerley Carvalhedo</title>
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	<description>Site oficial do escritor Kerley Carvalhedo</description>
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	<title>Arquivo de 2017 - Kerley Carvalhedo</title>
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		<title>O homem de uma mulher só</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2017 02:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sozinho é uma coisa, solitário é outra. Sozinho é com, solitário é sem. Naquele dia, o homem de uma mulher só, chegou em casa, tomou banho, se arrumou e saiu. O homem de uma mulher só era um sujeito bem-vestido e perfumado, usava roupas e acessório caros.</p>
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<p>Sozinho é uma coisa, solitário é outra. Sozinho é com, solitário é sem.</p>



<p>Naquele dia, o homem de uma mulher só, chegou em casa, tomou banho, se arrumou e saiu. O homem de uma mulher só era um sujeito bem-vestido e perfumado, usava roupas e acessório caros. Todo mundo sabia que a mulher do dito cujo era quase uma santa, pois quase ninguém a via ou raramente eram vistos juntos. Onze anos de casados, e ele ainda estava à procura da pessoa certa. Este ano ele decidiu fazer diferente, quando perguntavam se ele era casado, a resposta era a mesma: “Sou um homem de uma mulher só”. Durante o carnaval, ele beijou várias, até um travesti entrou na lista.</p>



<p>O marido saía todas as noites. A mulher compreendeu que ficar sozinha não era a melhor das alternativas. Ela contratou um encanador para fazer uns ajustes na pia da cozinha, que agendou para fazer o serviço à noite. O que o homem não sabia era que o encanador era especialista em fazer outras coisas também.</p>



<p>— Entre, por favor – disse a mulher só.</p>



<p>O encanador percebeu que ela era uma mulher casada, mas antes ele perguntasse alguma coisa ela já foi logo dizendo:</p>



<p>— Ele sai todas as noites, só chega às três da manhã, às vezes.</p>



<p>— Na cozinha ou no quarto?</p>



<p>Depois de duas semanas, o marido observou que sua mulher havia parado de reclamar da solidão, o marido estranhou, mas não lhe indagou nada. Ele continuou a rotina noturna: festas, badaladas, raves, mulheres e assemelhados. O homem de uma mulher só, se julgava o homem mais feliz do mundo. A última vez que perguntaram por que ele não andava com sua mulher, sua justificativa era sempre a mesma: “Ela é antissocial”.</p>



<p>Desconfiado da mudança de hábitos da mulher, resolveu ficar em casa, mas não notou nada de anormal, até passar a mão por baixo da camisola da esposa e perceber que ela estava sem calcinha. Mais tarde, deitado, chegou à seguinte conclusão: “Minha mulher está me traindo.” Logo pensou: “Não, isso deve ser coisa da minha cabeça”. Para ele, nada mudou; só não entendia o porquê da obra na cozinha nunca terminava. O fato de não conseguir chegar a tempo para conversar com o encanador também o intrigava.</p>



<p>Um dia, o homem de uma mulher só, se deu conta de que a mulher não era tão só como ele pensava; pelo contrário, todas as noites ela vinha sendo muito bem acompanhada. Com quem? Isso ele não sabia.</p>



<p>“Hoje pego eles!”, pensou. Chegando mais cedo da noitada, se deparou com seguinte cena: sua mulher transando com o encanador. Mas a surpresa foi maior ao perceber que o encanador era o garotão com quem ele saía toda quarta-feira, depois da meia- noite.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#325f7b" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>O nudes de cada dia</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/08/16/o-nudes-de-cada-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2017 02:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar de nudes? Se for um desavisado como um dia eu fui, não se preocupe, pois vou te deixar informado: são as famosas fotos de pessoas que se fotografam nuas.</p>
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<p>Você já ouviu falar de nudes? Se for um desavisado como um dia eu fui, não se preocupe, pois vou te deixar informado: são as famosas fotos de pessoas que se fotografam nuas. A palavra “nudes” ainda deixa muita gente horrorizada, mas o fato é que a palavra já caiu em desuso. Entretanto, quem se lembra da famosa foto que gerou polêmica da escritora e filósofa Simone de Beauvoir nua, em 2005? A foto foi tirada pelo fotógrafo Art Shay, em 1950. Simone Beauvoir foi uma escritora, filósofa e considerada uma das mais influentes no feminismo moderno. Teria ela incentivado o primeiro nudes?</p>



<p>Sou de uma época em que o nu era cesurado por ser escandaloso e vergonhoso. Com o aparecimento da fotografia de Simone de Beauvoir nua, é possível imaginar que mesmo antes da tecnologia, numa época em que o celular não passava de uma possibilidade inventada nos filmes de ficção científica, já existia pretensões com os nudes, palavra que talvez nem tivesse significado no tempo. Há alguns anos, aparecer nua em revista ou filme era vergonha para a família, contudo posar nua ou mostrar partes do corpo era garantia de alguns milhões na conta. Hoje se faz isso em troca de nada. Volto atrás: talvez por uns likes nas redes sociais. Basta acessar a internet e se deparar com uma avalanche de mulheres e homens pelados exibindo seus corpos esculturais, de todos os tipos e para todos os gostos.</p>



<p>O exibicionismo passou a fazer parte da vida moderna sem nenhuma estranheza. O nu, que antes era uma coisa interessante, (porque tinha conotação com o mistério) hoje perdeu a graça. A sensualidade deu lugar à promiscuidade e ao nudismo. Não bastam mais do que cinco minutos de conversa pelo bate-papo virtual para alguém dizer: “Manda nudes!” Ouso dizer que daqui a pouco ver alguém pelado não atrairá mais a atenção de ninguém. Porque ter acesso fácil ao corpo do outro quebra a expectativa e a curiosidade de abrir a porta tão proibida.</p>



<p>Lembrei-me de um caso curioso e ilustrativo na minha cidade. A esposa encontrou o celular do seu marido cheio de nudes de outras mulheres, e, diante do que viu, na fúria, lançou todas as fotos na internet. Moral da história: o nudes um dia pode render vergonha e muitos adjetivos. Pode até contratar um hacker para apagar todas as fotos da internet, mas jamais conseguirá apagar da memória das pessoas.</p>



<p>O significado da palavra nudes é simples; no entanto, o resultado é quase sempre desastroso e problemático. A palavra que surgiu há pouco tempo tornou-se fonte de prazer para uns e pavor para outros. Eu sei, eu sei que é um assunto complexo e espero escapar da artilharia dos que defendem a troca de nudes. Pode rir, mas se alguém pede nudes eu mando um coração.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#266185" class="has-inline-color"><em>Imagem/Pexels</em></mark></p>
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		<title>Fronteira do eu te amo</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/07/31/fronteira-do-eu-te-amo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2017 02:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira vez que alguém me disse “eu te amo”, caí na gargalhada. Repeti a frase aos prantos. Em qualquer demonstração de amor era extremamente difícil, verbalizar “eu te amo”, quase impossível. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A primeira vez que alguém me disse “eu te amo”, caí na gargalhada. Repeti a frase aos prantos. Em qualquer demonstração de amor era extremamente difícil, verbalizar “eu te amo”, quase impossível. Temos resistência a tudo o que é novo. É normal da espécie. Minha mãe tinha linguagem própria para dizer que amava alguém, sempre soube falar isso muito bem, sem precisar usar uma única palavra. Sua responsabilidade e o cuidado com a família diziam mais do que se tomasse mão de mil palavras.</p>



<p>Cresci achando arriscado demais dizer “eu te amo” sem que isso fosse verdade. Perdi uma namorada por não dizer um “eu te amo” em palavras. Ela me disse: “Eu te amo”; respondi: “Gosto muito de você”! Depois dessa cena, nem preciso falar o que aconteceu. Porém, era o máximo de palavras que eu tinha acesso naquele momento. Não havia mais uma palavra sequer do que aquela frase no meu resumido vocabulário sentimental.</p>



<p>As experiências nos moldam. Minha mãe, que antes era áspera e grossa, agora diz “eu te amo” até para o vento. O menor sinal de afeto que demonstram por ela, já é correspondido. Para mamãe, virou hábito dizer “eu te amo”. E, pasmem, acabei aprendendo com seu exemplo.</p>



<p>Fronteiras, antes intransponíveis, hoje são rompidas facilmente sem restrições. Sem tabu, solto um “eu te amo” com a mais naturalidade. Aceitar o amor em suas várias linguagens é sinal de sabedoria e inteligência. É a garantia da boa convivência. As nuances do amor podem vir em um abraço. E o que dizer de um: “Você está bem?” ou “Se cuida!”</p>



<p>O “eu te amo” vai além de pronunciar essas três palavrinhas, além de presentes trocados. O “eu te amo” pode estar escondido entre um olhar e outro, um gesto singelo acompanhado pela leveza e a sintonia de momentos oferecidos pela vida. Às vezes, até uma escolha improvável é um modo de se dizer que ama alguém. O uso da expressão “eu te amo” não diz tudo, contudo o amor – com certeza – tudo diz.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#2e5c79" class="has-inline-color">Imagem/pexels</mark></em></p>
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		<title>Na terra do sumidos</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/07/07/na-terra-do-sumidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2017 18:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confesso que é muito difícil viver hoje sem a tecnologia, eu mesmo não me vejo, por exemplo, escrevendo esta crônica sem minha ferramenta de trabalho: um computador. A tecnologia é sensacional, – indispensável</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Confesso que é muito difícil viver hoje sem a tecnologia, eu mesmo não me vejo, por exemplo, escrevendo esta crônica sem minha ferramenta de trabalho: um computador. A tecnologia é sensacional, – indispensável. Contudo, viver anônimo é quase impossível. Difícil sair às ruas sem ser notado, filmado, fotografado, ou parado por alguém que nos conhece.</p>



<p>Semana passada estive em Porto Alegre, a convite, para participar um evento literário. Depois do meu compromisso, aproveitei para fazer um tour pela selva de pedra. Levei meu celular para fotografar os lugares que eu achasse interessante. Esse pequeno aparelhinho tornou-se parte das pessoas – e também tomou parte das vidas delas. Retornei ao hotel e, assim que entrei pelo hall, o wi-fi conectou. Após algumas poucas horas sem internet, recebi 4.789 mensagens, entre elas dezenas de chamadas perdidas. Uma verdadeira avalanche de informações. Passei o resto da noite explicando o porquê do meu sumiço. Me senti quase um GPS.</p>



<p>Dar informação demais me sufoca, me tira do sério. No dia seguinte, pensei em fazer outro passeio sem o bicho de telinha. Assim fiz. Saí do hotel pela manhã e dei direito ao anonimato, ao sumiço – ganhei as ruas, os sebos de livros, os bistrôs, os parques. Sem compromisso com hora marcada de voltar, sem a necessidade das selfies, sem os clics a cada dois passos. Eu estava livre. – Tinha vontade de sair saltitando como uma criança feliz – longe das obrigações.&nbsp;</p>



<p>Precisava desse tempo comigo mesmo. De ficar sozinho. De olhar para os rostos desconhecidos. Ir ao cinema e assistir o filme sem a interrupção dos “bips”. Fui seduzido pela paz de sentar num café e poder apreciar melhor o ambiente. Dar papo a quem não conheço.</p>



<p>Foi maravilhoso, depois do café, ouvir música ao vivo em um barzinho logo ali na esquina. Tenho horror de quem vai num encontro de amigos e não consegue ficar um minuto sem checar a tela do celular. Vi a cena clichê em outras mesas do barzinho. Eu estava sozinho, claro. &nbsp;Viajar é uma das melhores coisas da vida, é um dos recursos para fugir da vida de obrigações, muitas vezes sem graça. Viver longe do monitoramento das pessoas é libertador. Ser anônimo tem muitas vantagens: enxergar o mundo com os próprios olhos é uma delas.&nbsp;Na terra dos sumidos, podemos ser o que quisermos &#8211; sem medo, sem os dedos ditadores. Estar sumido é ter a oportunidade de ser um estrangeiro em terra anônima.</p>



<p>A desvantagem: nenhuma de grande relevância. Um dos melhores aspectos é esse mistério da vida: nos tornarmos inventários de nós mesmos.&nbsp;<br>É bom, de vez em quando, dar aquela sumidinha básica; esquecer um pouco do trabalho em excesso, da família que só pega no pé o tempo todo, dos olhos vigilantes que querem saber cada detalhe. Esqueça-os e vai aproveitar a oportunidade que surgiu de ficar só. Cá entre nós, é cada pechinchada que a gente faz nessas viagens. E o mais gostoso é sair por aí menos empacotado com todas aquelas roupas formais. Uma chinela de dedo, bermuda e uma camisa qualquer&#8230; Look pronto! Esteja aberto para novas experiências; felicidade à vista.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#234051" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Os novos Sigmund Freud</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/04/12/os-novos-sigmund-freud/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Apr 2017 15:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem dias que não queremos nada além de um alguém para desabafar. Tem dias que não queríamos nem ter existido. Sabe aqueles dias em que não deveríamos ter saído da cama? </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tem dias que não queremos nada além de um alguém para desabafar. Tem dias que não queríamos nem ter existido. Sabe aqueles dias em que não deveríamos ter saído da cama? Aqueles momentos em que desejamos sumir ou aquelas situações em que nos encontramos aparentemente sem saída, sem respiração, coração saltando pela boca? Quando esses instantes chegam, a única coisa que queremos é ter alguém para dividir a nossa dor e um lugar para nos distrairmos.</p>



<p>O difícil mesmo é fazermos uma visita com o psicólogo ou analista. Na maioria das vezes, nem precisamos disso. Os novos Freud e divãs estão por aí. Pode ser em qualquer lugar sua análise, basta ter um Freud por perto. Há quem diga que não existam pessoas como Freud. Mas o próprio Freud disse: “A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas”. Os novos Freud estão na mesa de um bar. Num chá à tarde em casa, num domingo, sentado como um amigo. Pode ser num café também.</p>



<p>Seu Freud pode ser seu cabelereiro. Pode ser aquela sua velha amiga da faculdade, que você só vê de segunda a sexta-feira para ouvir você. Seu Freud pode ser sua mãe ou sua vó que, aliás, elas são excelentes baús para esconder seus dramas e são ótimos confessionários.</p>



<p>Seu Freud pode estar naquela ligação do outro lado da linha te ouvindo. Pode estar nas salas de bate-papos virtuais. Seu Freud pode estar em qualquer lugar. E, no final, é só isto que queremos: alguém que nos ouça sem criticar, que não nos ignore quando mais precisamos. Que não nos diga apenas: “Isso vai passar”. Mas que diga: “A coisa tá feia. Mas vamos resolver isso”. Não queremos ser apenas olhado sem ser visto. Falar sem ser entendido. Ser jugado sem ser compreendido. Tocados sem sermos sentidos.</p>



<p>Não há solidão pior que querer dividir esses momentos com alguém e não ter, e são nesses instantes que nos sentimos cada vez mais sós. Queremos um Freud que não abandone a conversa mesmo quando não tiver assunto para continuar. Um Freud que faça questão de sentar ao nosso lado. Um Freud que não nega um abraço. Um Freud que sempre encontra um espaço e tempo para nos ouvir sempre que estivermos precisando. Pode ser num banco de alguma praça mesmo. Não precisamos deitar num divã para isso. Queremos um Freud que tenha paciência de ouvir e entender o que até nós mesmos não compreendemos. Um Freud que saiba esconder nossos desejos e segredos mais íntimos. Precisamos de um Freud que não desapareça. Um Freud que diga: “Conte comigo! Vamos sair dessa!”</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#215578" class="has-inline-color"><em>Imagem/Internet</em></mark></p>
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		<title>Viver de escrever</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/03/03/viver-de-escrever/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2017 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No meu primeiro ano de escola, tive uma professora chamada<br />
Adelaide. Seu jeito autêntico fazia qualquer criança sentir vontade<br />
de ir ao colégio. Lembro que no primeiro dia de aula ela pediu<br />
para que todos se apresentassem falando o nome e o que queria<br />
ser quando crescer. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No meu primeiro ano de escola, tive uma professora chamada Adelaide. Seu jeito autêntico fazia qualquer criança sentir vontade de ir ao colégio. Lembro que no primeiro dia de aula ela pediu para que todos se apresentassem falando o nome e o que queria ser quando crescer. Não demorou muito para que a molecada saísse verbalizando os sonhos mais estapafúrdios.</p>



<p>Uns diziam que queriam ser médicos; outros, veterinários. Alguns optavam por serem modelos. Ouvi até um dizer que queria ser banqueiro, porque ia ficar muito rico e comprar um carro igual ao do seu avô, que na época devia ser no mínimo um Fusca. Quando chegou minha vez, sem titubear respondi: “Quero ser advogado”. Eu só disse isso por ter ouvido minha mãe diversas vezes falar que era uma profissão que dava dinheiro. Pra falar a verdade, nem eu sabia ao certo o que queria ser.</p>



<p>Quando cheguei ao final do colegial, eu já tinha mudado de ideia de ser advogado. Nenhum dos meus colegas foi aquilo que queria ser. Algumas das meninas que queriam ser modelos ficaram acima do peso, outras casaram e viraram donas de casa. Outras conseguiram ir um pouco mais adiante, tiveram muitos namorados.</p>



<p>A maioria dos meninos não conseguiu a profissão que queria, mas tem seus próprios negócios, casaram-se e são pais de meia dúzia. Não estava escrito no meu destino para ser advogado, mas, por outro lado, o futuro foi generoso comigo: prestigiou-me com a escrita. Tive experiência em vários empregos e fui despedido merecidamente por não ter o talento suficiente nas áreas que me meti. Até já tentei ser atendente de hotel, mas, fazer cara de bonzinho e sorrir o tempo todo, não deu mesmo. Despedi-me.</p>



<p>Depois de tantas tentativas frustradas, eu não conseguia me identificar com nada, foi quando eu recebi um e-mail de um editor, chefe de um jornal, pedindo autorização para publicar um dos meus textos no veículo. Autorizei. Nunca mais parei de escrever. Desde criança, eu ficava horas a fio dentro do quarto lendo e escrevendo volumes de historinhas. Escrever tornou-se uma necessidade, uma profissão, uma terapia. Eu escrevo para sobreviver do meu próprio caos. Escrever é trabalhar, mesmo que envolvido pela aura da emoção, do sentimento e da criação. São partes interligadas de um mesmo processo criativo e evolutivo. Se pudesse voltar à sala de aula, eu diria à professora Adelaide: “Quero viver de escrever”.</p>



<p></p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#1e4964" class="has-inline-color">Foto: Fernandes</mark></em></p>
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		<item>
		<title>Não faça promessa</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2017/01/01/nao-faca-promessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2017 19:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aconteceu em Janeiro de 2017. Eu estava organizando uma lista de coisas que gostaria de realizar durante o ano, como sempre lista de coisas que gostaria de realizar durante o ano, como sempre fazia de costume. A verdade seja dita, o rito ainda é feito por muita gente. Pois bem, eu estava em frente ao </p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://kerleycarvalhedo.com/2017/01/01/nao-faca-promessa/">Não faça promessa</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://kerleycarvalhedo.com">Kerley Carvalhedo</a>.</p>
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<p>Aconteceu em Janeiro de 2017. Eu estava organizando uma lista de coisas que gostaria de realizar durante o ano, como sempre lista de coisas que gostaria de realizar durante o ano, como sempre fazia de costume. A verdade seja dita, o rito ainda é feito por muita gente. Pois bem, eu estava em frente ao computador, rolando as postagens de fim de ano e, de repente, apareceu um vídeo de uma senhora falando que, a melhor promessa era não prometer, era deixar as coisas acontecerem conforme o fluxo da vida. É isso. Rasguei minha listinha e fiz a seguinte promessa: “Vou viver o novo”. Planejamos o nosso percurso, mesmo sabendo que não podemos controlar a vida. No entanto, cabe a nós dar a chance de nos moldar diante de cada acontecimento. Incube a nós usar a vida ao nosso favor. Não evoluímos se tivermos agarrados ao medo, aliás, o medo nos acompanhará a cada decisão que tomarmos, entretanto, ele não é determinante em nossas escolhas. </p>



<p>Eu não sei como funciona com você, mas para mim a vida tem tido mais graça quando damos brecha para as aventuras e o prazer.</p>



<p>A cada começo de ano é uma nova oportunidade de mergulhar de cabeça em um esporte, descobrir uma alimentação saudável, uma nova série de tevê, um livro, conhecer outras culturas, outros amores e outras amizades. O que você tem feito com sua vida?</p>



<p>Quando aceitamos as transformações, tornamo-nos pessoas melhores. A cada amanhecer, precisamos nos reinventar. A mim não faz sentido permanecer o mesmo todos os anos. Ninguém merece ficar à mercê de si. Você não merece viver essa vidinha mais ou menos sem graça. Reinventar vai além do externo. As grandes e possíveis reinvenções vêm de dentro. Saia da zona de conforto.&nbsp; Reinventar-se é ter coragem para se livrar do que anda lhe ultimando. Saia do esconderijo da vida e, ao invés de continuar no mesmo lema, busque dançar na chuva, recarregue os sonhos e esqueça as angústias do passado. Mude ou será corroído pela mesmice. Se for para se despedir, despeça-se, procure gente nova que te faça bem e te faça feliz. Acredite, aprendemos muito com as despedidas. Viva o melhor de si e se surpreenda.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#296285" class="has-inline-color"><em>Imagem: Rakicevic Nenad/Pexels</em></mark></p>
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