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	<title>Arquivo de 2018 - Kerley Carvalhedo</title>
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	<description>Site oficial do escritor Kerley Carvalhedo</description>
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	<title>Arquivo de 2018 - Kerley Carvalhedo</title>
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		<title>Assumindo o controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não tem jeito: o vai e vem de informações tem sido uma sedução inevitável. Estamos numa época de movimentação em que todo mundo quer estar por dentro dos principais assuntos, isso inclui até o modelo de sapato que a princesa Kate usou na última cerimônia da família real. </p>
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<p>Não tem jeito: o vai e vem de informações tem sido uma sedução inevitável. Estamos numa época de movimentação em que todo mundo quer estar por dentro dos principais assuntos, isso inclui até o modelo de sapato que a princesa Kate usou na última cerimônia da família real. Será que não podemos nos relacionar com o mundo de forma analógica? Há muitas maneiras de estarmos conectados ao mundo sem sofrer os danos da ansiedade causados pela era digital.</p>



<p>Está comprovada a felicidade daqueles que estão diminuindo o número de informações diárias. Não sou retrógrado, muito menos um Neandertal. Mas, quando a questão é viver bem, não adianta; a realidade ainda é inquestionável. Recentemente uma pesquisa mostrou que pessoas que vivem menos em redes sociais são mais felizes. Concordo. Acreditem, afinal nada substitui a convivência tangível.</p>



<p>Eu não estou em vários lugares, nem sou adepto de todos os apps, e não me fazem falta. Mantenho o telefone no modo silencioso quando preciso de um tempo para mim. Desativo as notificações de entrada do WhatsApp. Não deixo celular em cima da mesa quando estou no restaurante. Sei que o mundo tem girado numa rapidez frenética, ainda mais se tratando do momento político atual, em que a cada dia temos uma novidade bombástica; mas, ainda assim, podemos ditar o nosso próprio ritmo à nossa própria rotina.</p>



<p>Eu ainda consigo impedir que o compasso desenfreado da vida me devore. Tenho muitos compromissos, porém não abro mão de um tempo para mim mesmo.</p>



<p>O viver simples é mais gostoso, e para isso é preciso se reinventar. Criar o próprio rito. Procurar velhos amigos que fazem nosso cotidiano mais alegre. Assuma o controle da sua vida e determine quem entra e quem sai. A vida é mais feliz quando nos afastamos de pessoas e coisas frívolas. É necessário preencher as lacunas com pessoas e afazeres. É preciso reconhecer quando a vida cobra seus limites. É preciso tomar cuidado para não se tornar escravo das vontades e padrões alheios. Abrir um caminho para o novo é abrir espaço para uma viagem singular. Manter a mente sempre ocupada com outras coisas simples não tem preço. No fundo, o ser humano nasceu para ser verdadeiramente feliz, através dos seus próprios sentimentos, lidando com eles sem usar meios para escondê-los.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#4c7f9f" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Um dia você vai envelhecer</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2018/08/28/um-dia-voce-vai-envelhecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2018 14:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou pra mim”. Esse é um trecho de um livro de Simone Beauvoir.</p>
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<p>“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou pra mim”. Esse é um trecho de um livro de Simone Beauvoir.</p>



<p>Você já parou para pensar como você será quando for um setuagenário? Não querer ver as rugas aparecerem na sua pele, pode ser algo quase impossível depois de certa idade. De um jeito ou de outro, elas vão aparecer e deixar marcas a fim de mostrar que o tempo por ali passou. A menos que você prefira optar pelas “senhoras plásticas”; já, nesse caso, nada contra, mas seria visível a empáfia da sua parte e a preocupação de não aceitar a velhice. Vou te dizer uma coisa: nós vivemos para enrugar.</p>



<p>Esses dias fiz uma visita à casa da minha vó e pude ver o quanto o tempo passou por lá. Muitas coisas mudaram, e outras ainda resistem ao tempo, mas a velhice, ah, essa é inevitável. Os cabelos brancos e pele cansada se apoiam na confiança de quem soube viver, mas que um dia envelheceu. É triste ver vovó quase aos cem anos de idade, morando sozinha, sentada a uma cadeira de balanço olhando para o além, esperando os dias atravessarem. Nesses últimos anos, sua companheira fiel tem sido a bengala que a carrega consigo por onde anda.</p>



<p>Sentado em sua cadeira de balanço, pude refletir um pouco mais sobre a velhice. Na juventude, esse tempo é uma incógnita, tudo é tão incerto que preferimos nem pensar em um futuro distante. Tudo é muito breve. Chegam os filhos, daqui apouco os netos, bisnetos e por aí vai.</p>



<p>Distante do estereótipo da adolescência, vovó olha no espelho o rosto enrugado, a pele flácida, os cabelos nevados pelo tempo, lembra-se do rosto lindo que um dia foi parecido com a porcelana. O que restam são os olhos azuis e muitas lembranças de um tempo que jamais irá voltar.</p>



<p>“O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão”, foi o que li no livro de Gabriel Garcia Márquez, em Cem Anos de Solidão. Pior que a velhice é a solidão infinda de dias e horas que parecem ser eternos. Bem diferentes dos dias da juventude que passam como chuva de verão. Quando medimos o tempo, sentimos o medo eminente da velhice lambendo o resto da nossa existência.</p>



<p>Nossa vontade é que o tempo retarde, mas nada disso acontece. Poderíamos fazer muitas coisas que ainda não fizemos, porém, o tempo é cruel com nossa embalagem “corpo”. Pensando em tudo isso, recordei da célebre frase do nosso queridíssimo Fernando Pessoa: a vida é breve, a alma é vasta: ter é tardar! Envelhecer pode ser assustador, mas nunca deixou de ser uma grande arte. Aos que conseguem chegar lá, é, de fato, uma dádiva.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#305c77" class="has-inline-color"><em>Imagem/Pexels</em></mark></p>
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		<title>Abismo chamado tecnologia</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2018/08/16/abismo-chamado-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É isso mesmo, vou falar outra vez da dependência tecnológica. Se você não suporta mais esse assunto, já pode virar a página. O assunto é o seguinte: Fiquei boquiaberto com o boicote ocorrido nas redes sociais por causa do bloqueio de um aplicativo de mensagens instantânea há uns dias.</p>
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<p>É isso mesmo, vou falar outra vez da dependência tecnológica. Se você não suporta mais esse assunto, já pode virar a página. O assunto é o seguinte: Fiquei boquiaberto com o boicote ocorrido nas redes sociais por causa do bloqueio de um aplicativo de mensagens instantânea há uns dias. O burburinho foi tão intenso que houve até repercussão nas mídias jornalísticas. Continuei embasbacado de ver a quantidade de gente protestando por não conseguir ficar algumas horas sem mandar ou receber mensagens instantâneas.</p>



<p>Estava aqui me lembrando de um episódio: Dia desses fui à casa de um amigo e vi a cena que se tornou a mais célebre e comum por aí, mas que ainda me assusta. Estavam todos da família do meu amigo, sentados no sofá da sala, inclusive meu amigo, e nenhum deles conversava entre si, sem exceção, estavam com o celular na mão, concentradíssimos; alguém percebeu minha presença e pediu para eu me sentar junto a eles, claro que me sentei e observei por alguns minutos os rostos que pareciam talhados na madeira olhando para a tela do celular. Faziam caras e bocas, franziam a testa, riam como se estivessem num espetáculo de circo. Levantei-me e fui embora me perguntando: “Como pode uma família perder um momento tão raro hoje em dia”? O único barulho que se ouvia era o som dos teclados digitando. Sei que pareço ser careta, mas ainda prefiro o bom e velho papo entre família, essa coisa de olho no olho.</p>



<p>A tecnologia mudou a vida das pessoas para melhor, é claro. Por outro lado, perdeu-se um pouco a familiaridade humana. Ficamos reféns da tecnologia, deixando aquela deliciosa conversa entre amigos no final de tarde. Afinal, quem precisa de encontros na era digital? Basta um clic e rastreamos tudo sobre nossos amigos. Que amigo? Os digitais que fizemos. Só os analógicos sentem falta disso, os digitais, não. A verdade é que tornaram escravos do sistema tecnológico todos aqueles que têm medo de enfrentar a si mesmos, por amedrontamento se escondem atrás de uma tela. É mais fácil nos entretermos tanto com a tecnologia do que enfrentar nossos demônios internos. Amigos virtuais somam mais de cinco mil; na vida real, nenhum. A impressão que tenho é que às vezes estamos regredindo. Não se tem tempo para nada mais. Tudo é tão rápido, superficial e, mesmo assim, pessoas se afogam nas frivolidades das tecnologias baratas que tentam substituir o contato humano, mas que infelizmente não substituirá nunca. Nesse meio-tempo, vou tomar um chá, enquanto leio um livro.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#4c7f9f" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>O fim da etiqueta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2018 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem deparei com uma das maiores catástrofes da vida humana: a falta de educação. A cena foi a seguinte: quinze minutos de filme, e as pessoas não paravam de entrar na sala do cinema; mesmo sabendo do incômodo, o entra e sai continuou. </p>
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<p>Ontem deparei com uma das maiores catástrofes da vida humana: a falta de educação. A cena foi a seguinte: quinze minutos de filme, e as pessoas não paravam de entrar na sala do cinema; mesmo sabendo do incômodo, o entra e sai continuou. Mais tarde ouvi um cochicho atrás de mim. Discretamente olhei para saber quem era o tagarela que resolveu colocar o papo em dia ali, na hora do filme. Não resisti. Educadamente me virei para o rapaz que estava na poltrona detrás e disse: “É sério que você vai ficar de papo nesse telefone?”</p>



<p>Não adiantou muita coisa: diminuiu o tom de voz, mas continuou pendurado no celular. Mudei de lugar, fui parar ao lado de dois adolescentes. Além das conversas, agora fui obrigado a escutar os estalos dos beijos. O bom senso e a boa educação caíram em desuso. Evito os incômodos e constrangimentos. Outro dia, fiquei em uma saia justa, já conto o porquê. Eu estava de saída para um compromisso marcado há semanas, quando um amigo chegou à minha casa. Educadamente pedi que voltasse depois, que no exato momento eu estava atrasadíssimo e não podia lhe dar atenção. Falei que poderia ter me avisado antes. Ele virou-se para mim, dizendo que nunca mais voltaria.</p>



<p>Coisas desse tipo mostram o quanto as pessoas perderam as boas maneiras, mais que isso; o bom senso mesmo. Pequenos detalhes fazem grandes diferenças. O bom convívio começa com pequenas regras. Ser elegante vai muito além de saber se vestir bem ou usar os talheres corretamente. A verdadeira elegância está na forma como você se porta diante das pessoas e em diversas ocasiões.</p>



<p>Não há elegância que resista à falta de bom senso. É claro que não precisa se comportar como se fizesse parte da família real. Mas ao menos evitar alguns incômodos. Sou adepto da boa compostura, da conversa simples e franca; olho no olho. Simpatia é fundamental e não lhe custará nada, nem fará de você pequeno ou vaidoso por ter gestos nobres.</p>



<p>Faz parte da nobreza o bom humor; a tolerância; gentileza; gratidão; afabilidade. Faz parte da deselegância; ser inconivente, meter em assuntos que não lhe diz respeito, chegar à casa das pessoas sem avisar, chamar no WhatsApp em horários inapropriados, não responder um bom dia, ir ao cinema e tirar a atenção de quem assiste, pedir emprestado e não devolver, é deselegante ser exibicionista, e a lista continua.</p>



<p>Etiqueta e bom senso nada mais são do que criar pequenas regras para o bom convívio. São sinais de civilização. Ser elegante ultrapassa o uso de Chanel, Calvin Klein, Prada. Para ser elegante, não basta um simples “bom-dia” ou um sorriso simpático. É mais que isto: respeitar o espaço do outro.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#4c7f9f" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Buraco negro</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2018/04/17/buraco-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Apr 2018 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estava lendo uma dessas pesquisas feitas por astrônomos, esses especialistas que dedicam a vida toda a observar o espaço. O artigo falava sobre o buraco negro que supostamente estava engolindo outras galáxias. Acho um maior barato, até parece história de ficção.</p>
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<p>Estava lendo uma dessas pesquisas feitas por astrônomos, esses especialistas que dedicam a vida toda a observar o espaço. O artigo falava sobre o buraco negro que supostamente estava engolindo outras galáxias. Acho um maior barato, até parece história de ficção. Os astrônomos ressaltavam que nossa galáxia poderia estar se aproximando do tal buraco negro. Estima-se que daqui a milhões de anos a história da humanidade estará fadada.</p>



<p>Dá um arrepio só de pensar nisso! Mas quem liga? Ninguém, né? Pelo menos, eu não me importo muito, nem sabemos se estaremos vivos daqui para o outro final de semana, quanto mais daqui a milhões de anos. Até lá, nem restos mortais haverá de nós. Minha pergunta é: Você tem medo do buraco negro? Se tem, não deveria. Já que você não sabe, vou falar uma coisa: O buraco negro, que hipoteticamente preocupa astrólogos e cientistas, fica a bilhões de quilômetros daqui. Apesar disso, o buraco negro que você deve se preocupar está mais perto do que você pensa, está aí dentro de você, engolindo-o todos os dias, minando suas forças, sua capacidade e sua saúde mental. Não precisamos ir muito distante para sermos engolidos pelos buracos negros. A crueldade pode estar aí, na esquina da sua casa. Só basta um esbarrão de leve para você ser engolido pela grosseria e a má educação dos outros.</p>



<p>O buraco negro pode ser aquele emprego que o está consumindo aos poucos, pode ser aquela amiga que carrega mexericos em cima de você, e, nessa condescendência, você vai sendo empurrado para o buraco negro da malevolência.</p>



<p>O buraco negro pode ser a insatisfação que está te sufocando, asfixiando por dentro, tirando sua paz. O presumido buraco negro pode ser a falta de oportunidade, de novos caminhos que você deixou de criar. Acredite: pode ser você mesmo. É, você que sempre faz as coisas do mesmo jeito, sem mudar uma vírgula e ainda culpa os outros por você ser assim, um trouxa.</p>



<p>Pode ser você o próprio buraco negro que suga os outros. Reveja isso e comece a mudança. Ainda dá tempo. A dica é: viver a vida sem desperdiçá-la com coisas inúteis. Temos muito que se viver, sem precisar se preocupar nesses acontecimentos que são uma incógnita. O único motivo que você deve se preocupar agora é com sua finita vida. Deixar o universo, porque ele sabe reger suas próprias leis sem precisar de um fiasco do dedo humano. E por falar nisso, aproveite para dar uma boa resinificada na sua existência. Vamos viver; afinal, o nosso prazo aqui tem validade.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#4c7f9f" class="has-inline-color">Imagem/Pexels</mark></em></p>
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		<title>Pré “conceito”</title>
		<link>https://kerleycarvalhedo.com/2018/03/23/pre-conceito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kerley Carvalhedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 02:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fico impressionado ao saber que ainda existe racismo contra os negros no Brasil. Temos muitas coisas boas, músicas de primeiríssima qualidade, praias exuberantes, culinária refinada, futebol e carnaval nem se fala. Somos bons em muitas coisas – mas, deixamos outras a desejar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fico impressionado ao saber que ainda existe racismo contra os negros no Brasil. Temos muitas coisas boas, músicas de primeiríssima qualidade, praias exuberantes, culinária refinada, futebol e carnaval nem se fala. Somos bons em muitas coisas – mas, deixamos outras a desejar.</p>



<p>Outro dia uma amiga me contou que estava fazendo compras em um “estado brasileiro” por aí e depois das compras resolveu ir ao um restaurante. De repente foi barrada logo na entrada – o garçom pediu para que ela entrasse pela lateral, e a conduziu até um lugar reservado nos fundos.</p>



<p>Como assim nos fundos? Isso mesmo, nos fundos do restaurante – eu também fiquei indignado com a situação. Perguntei a ela o que tinha feito, ela me disse que àquelas alturas não havia mais o que fazer. Fez a refeição e foi embora dali.</p>



<p>Estamos voltando à inquisição ou isto é um caça às bruxas?&nbsp; Não que minha amiga lindíssima negra seja bruxa, muito pelo contrário; seu carisma e seu humor não se acham em qualquer um por aí, é uma peculiaridade dela.&nbsp;</p>



<p>Estamos sob o comando de maus gestores e péssimos exemplos de cidadãos brasileiros à frente de empresas e estabelecimentos comerciais. Torço pela punição de todos que agem de má fé com os negros do nosso país. Espero que a lei valha para todos os preconceituosos, sejam lá com quem for, “negros, homossexuais, trans, idosos, down´s, albinos, deficientes, etc&#8230;” há muitas classes sociais e gêneros que sofrem a desgraça do preconceito por racismo e não fazemos nada.</p>



<p>O neurocientista&nbsp;Carl Hart, primeiro neurocientista negro a se tornar professor titular na Universidade de Columbia (EUA), foi barrado na entrada do hotel Tivoli Mofarrej onde teve o evento que ele palestraria. Segundo uma entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo, após conseguir entrar no hotel, Hart percebeu que era o único negro no auditório composto por advogados e juízes. &#8220;Vocês deveriam ter vergonha disso&#8221;, disse o neurocientista.</p>



<p>“Infelizmente o racismo é uma coisa que se ver no olhar, não se esconde nem a cinco quilômetros de distância.” (Glória Maria)</p>



<p>Aonde vamos para com isso? Sinto vergonha de sermos visto lá fora como racistas preconceituosos.&nbsp;Isso é uma crítica? É sim, uma autocrítica. Precisamos fazer essa autocrítica entre nós mesmos. Até quando vamos definir caráter pela cor da pele, uma tatuagem, roupa ou estilo?</p>



<p></p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#236288" class="has-inline-color">IIustração: Nadia Bormotova/Getty Imagens</mark></em></p>
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