Pular para o conteúdo
Crônicas

O dia em que virei escritor 

Por Kerley Carvalhedo · · 2 min de leitura

“Existe um só sucesso: ser capaz de viver a sua vida do seu próprio jeito”. Esta foi a frase dita por Christopher Moríey. 

“Arte não dá dinheiro!”, “Escrever não é um trabalho!”, “Você tem que conseguir um emprego estável”, foi tudo que ouvi antes de seguir meu caminho como escritor.  Quando eu ainda era adolescente minha mãe queria que eu fosse advogado, depois queria que eu fosse enfermeiro, e ao longo do ensino médio, ela foi me oferecendo outras opções que me identificasse e rendesse algum dinheiro futuramente. Mas quem me conhece sabe que eu não sou de seguir o protocolo. 

A aventura está só começando…

Lembro que próximo de terminar o colegial, meus colegas sabiam o curso que queriam fazer. Eu não. Alguns também estavam meio perdidos assim como eu, mas optaram por escolher um curso que estava na modinha. Não cedi à pressão da patrulha, fazendo o que eles queriam que eu fizesse e não o que eu queria fazer.

O que eu queria eu não sabia, mas o que eu não queria, definitivamente, eu sabia. Mesmo com medo, segui adiante. Mesmo com anseios de tudo dar errado, eu ouvi a minha própria voz. Decidi superar todos os meus medos e as minhas vergonhas. Decidi lutar pelos meus sonhos e objetivos. Em troca disso, o universo conspirou ao meu favor. Decidi não viver engaiolado, não tendo sempre que seguir padrões, não me encaixando em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Decidi percorrer meu próprio caminho, e, é claro que durante esse trajeto tive muitos obstáculos e desafios, mas segui. Aprendi a importância de não trilhar a mesma rota de todos, e viver padrões estabelecidos pela grande maioria. Aprendi, com o tempo, que é importante se sobressair num mundo onde todos parecem iguais. 

Sempre escrevi, desde criança. Escrever tornou-se uma necessidade, uma profissão, uma terapia. Pela minha saúde mental e pela minha felicidade resolvi buscar o que faz o meu coração ferver. Sei que abandonar um curso é a maior estupidez para muitos; é sonho de muita gente, mas não era meu sonho.  Jamais devemos ir por caminhos contrários ao nosso coração, pois, quando fazemos isso, deixamos de ser nós mesmos para sermos produtos das vontades alheias. 

Imagem/internet

Comentários

  1. Concordo plenamente que não viver engaiolado é o verdadeiro sucesso, como bem lembra a frase do Christopher Moríey. Às vezes, uma pausa para relaxar com um filme fora dos padrões habituais ajuda a manter a mente aberta para seguir o próprio caminho — por exemplo, para watch fmovies pode ser uma forma de encontrar histórias que inspiram essa liberdade.

  2. Gostei muito da tua coragem de não ceder à pressão na altura do colegial, principalmente quando mencionas que optaste por não escolher um curso só porque estava na moda. Já pensaste em usar uma ferramenta de face rating para perceber como as pessoas reagem à tua expressão quando falas sobre escrever?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *